Acredito que há razões para tudo. Mesmo que muitas magoem há sempre um motivo. Mesmo que de seguida uma nova porta não se abra, acontece por algo.
Estou quase a fazer 15 anos. Puff, já sonho com essa idade desde que tinha os meus pequenos 10. Estou a 6 dias de concretizar "o sonho", o grandíssimo sonho de ter os meus super sweet 15. Que bom, toda a gente está feliz por mim: "Uau, que crescida que estás!" ou mesmo "Então hãn, já os 15 à porta.". Pois, pois é. Quantos já me disseram isso. E depois penso, estou tão perto do que esperava a tanto tempo, pensei que iria ter uma maior ancia, que iria ter um nervosinho na barriga nesse dia, que ia sentir-me a mais feliz e realizada miúda de sempre. E depois vejo onde se foi tudo isso. Como me sinto agora tão perto do meu sonho. Sinto-me tão normal, até sem vontade de preparar algo. Será preguiça? A minha mãe diz que sim, a minha avó diz que sim, todos dizem que sim. Mas eu sei que não é isso, não pode ser isso.
Onde já se viu comemorares a tua fascinate idade sem os que tu adoras. Onde é que já se viu no nosso anciado aniversário não ter aqueles abraços mesmo que de mãos vazias de presentes. Não ter o meu pai. Não ter a minha avó e avô. A família toda que por ai deixei. Como posso fazer uma festa com pessoas que não valorizam o quão me importa? Como posso comemorar sem aqueles que mesmo de braços vazios de prendas me dêem o melhor abraço de todos, aqueles que dizem sinceramente "Feliz aniversário".
Eu quero demais, eu sei que sim, mas eu aceito o que tenho. Aceito e respeito, dou valor. Apenas não me podem criticar por sentir falta daquilo que deixei. Daquilo que por tanto tempo construí e que em tão pouco se vai.
Dêem-me a Xaninha como presente de aniversário, ou um outro gatinho e ficarei mais feliz.
Já não me sinto de lado nenhum, não meimporta aquilo que os de cá julgam nem os que daí acham. Já não pertenço a lado algum, afectar afecta cada vez menos. Paciência esgota.
Dêem-me só o meu doce bebé de volta, um namorado que não me largue e a melhor amiga que (ainda) não perdi. Aí era capaz de ficar todo o dia em casa, não precisava de sair, tinha o que mais quero. Eu apenas protesto porque essa razão ainda não percebi. Mas sou uma rapariga inteligente, hei de lá chegar.
Agora o que me falta é uma boa sessão de Albert Heijn, olhares e borracho. Depois já me sinto melhor.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
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